Todos acompanhamos a reportagem exibida semana passada nos telejornais e sites sobre o caso da professora que mandou seus alunos pesquisarem palavrões no dicionário e está sendo processada pela família de alguns alunos, que consideraram a atividade “infeliz”. Bem, é um caso bem complexo de ser pensado, ainda mais considerando a sociedade brasileira e seus “padrões culturais”. Com certeza esta professora quebrou a rotina da sala de aula e isso é louvável, mas acredito ter faltado um diálogo com os pais sobre o acontecido. Pela reportagem que vi, a idéia da atividade partiu da quantidade de palavrões que as crianças falavam. Então me pergunto, se a intenção desses pais fora proteger os filhos, que espécie de proteção é essa que pune a pessoa que encontra meios de suprir a necessidade das crianças de conhecimento? Sempre haverão aqueles, que, exaltados, dirão: “mas as pobres criancinhas inocentes devem ter aprendido os palavrões com os adultos”. Sim, e compreendo isso, mas se elas estão repetindo, ou não sabem o que significa, ou é interessante para o contexto delas. Porque negar-lhes o conhecimento do significado real das palavras ditas palavrões? ou alguém não sabe que caralho é o local no mastro das antigas caravelas onde ficavam os marinheiros punidos?
Funk pode né?
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Now playing: Michael Jackson – Earth Song
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