Ontem a tarde o comércio da minha cidade estava aberto para os papais e as mamães comprarem seus presentes para o dia nacional de estímulo ao consumismo infantil Dia das Crianças. Curiosamente, não encontrei livrarias, papelarias, sebos ou bancas de jornais abertas. Estranho?
Dia das Crianças não me parece ser, exatamente, das crianças. É dos presentes para elas. É o dia em que muitos pais e mães decidem “provar” que amam seus filhos, que se importam com eles, que gastam com eles. Isso mesmo, gastam, gastam dinheiro. Revoltei-me com as livrarias fechadas porque percebi um desestímulo a qualquer outro presente que não sejam brinquedos (caros), celulares, roupas (caras e adultas) e computadores.
Não tinha eu ido ao centro da cidade para comprar presentes para as minhas crianças (não tenho filhos [não de sangue]), mas para adquirir um livro que, de certo modo, seria para eles. Fiquei triste por asseverar que a mesma mídia que estimula os pais a tratarem seus filhos como crianças os faz estimulando-os a comprar brinquedos, celulares, computadores, mas quase não os estimula a brincar com seus filhos, dialogar com eles e ensiná-los a usar o computador não somente para acessar o Orkut mas para ampliar conhecimentos.
Rever a idéia do dia das crianças? vai ser bem difícil sem repensar o consumismo.