educandário

8 08UTC Outubro 08UTC 2007

Dia das Crianças. Será?

Arquivado em: filosofando, idéias, pedagógicas, políticas — diosem @ 2:38 PM

Ontem a tarde o comércio da minha cidade estava aberto para os papais e as mamães comprarem seus presentes para o dia nacional de estímulo ao consumismo infantil Dia das Crianças. Curiosamente, não encontrei livrarias, papelarias, sebos ou bancas de jornais abertas. Estranho?

Dia das Crianças não me parece ser, exatamente, das crianças. É dos presentes para elas. É o dia em que muitos pais e mães decidem “provar” que amam seus filhos, que se importam com eles, que gastam com eles. Isso mesmo, gastam, gastam dinheiro. Revoltei-me com as livrarias fechadas porque percebi um desestímulo a qualquer outro presente que não sejam brinquedos (caros), celulares, roupas (caras e adultas) e computadores.

Não tinha eu ido ao centro da cidade para comprar presentes para as minhas crianças (não tenho filhos [não de sangue]), mas para adquirir um livro que, de certo modo, seria para eles. Fiquei triste por asseverar que a mesma mídia que estimula os pais a tratarem seus filhos como crianças os faz estimulando-os a comprar brinquedos, celulares, computadores, mas quase não os estimula a brincar com seus filhos, dialogar com eles e ensiná-los a usar o computador não somente para acessar o Orkut mas para ampliar conhecimentos.

Rever a idéia do dia das crianças? vai  ser bem difícil sem repensar o consumismo.

29 29UTC Agosto 29UTC 2007

REUNI…. reforma de quê?

Arquivado em: políticas — diosem @ 11:34 AM

Recentemente houve aqui na minha universidade a discussão sobre o reuni, o projeto do governo federal que prevê a reforma e expansão das das universidades públicas federais. O plano, lançado com no mínimo quinze anos de atraso, provê um aumento de caixa substancial para as universidades que nele se integrarem de forma voluntária e cumprirem seus objetivos. Não que isso seja ruim, mas que ele contém alguns pontos muito polêmicos é verdade. Os bacharelados interdisciplinares são um exemplo. A idéia é criar cursos de bacharelado em áreas como tecnologias, saúde, artes e ciências rurais com duração média de dois a três anos, e estágio de acordo com a universidade. seria uma proposta interessante se não fosse um pequeno detalhe: haverá mercado para esses profissionais? ou será que essa proposta não visa somente a “diplomação”, como acontece muitas vezes com a EJA e a EAD? São coisas que ficaram flutuando na minha mente durante a discussão dos professores.

Parece ser consenso a adesão ao programa por parte das universidades federais. A ânsia por mais recursos está tão violenta que há reitores preparando tudo para os milhões que se supõem que serão empregados no projeto. A idéia de Reforma do Ensino Superior fica bem clara no 1º parágrafo do texto do decreto nº 6096:

O Programa tem como meta global a elevação gradual da taxa de conclusão média dos cursos de graduação presenciais para noventa por cento e da relação de alunos de graduação em cursos presenciais por professor para dezoito, ao final de cinco anos…”

E a reforma mesmo, cadê? onde está a adequação e reestruturação dos cursos a padrões internacionais (sem esquecer as necessidades brasileiras), revisão do modelo de ingresso, incentivo para criação de novas universidades…. Isso tudo fica muito fragmentado no decreto. Resta-nos tentar aproveitar da melhor maneira o que vier, e torcer para que futuramente a “Reforma” seja mais benéfica aos estudantes.
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Now playing: Amélie – La Valse d’Amélie (version orchestre)
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